Tobias Barreto

Segundo o Professor Joaquim José de Montalvão nos seus “Apontamentos Históricos e Topográficos da Vila de Campos” aproximadamente 40 tarefas “da atual sede do município de Tobias Barreto, apareceu uma imagem de Nossa Senhora”.

Segundo o Professor Joaquim José de Montalvão nos seus “Apontamentos Históricos e Topográficos da Vila de Campos” aproximadamente 40 tarefas “da atual sede do município de Tobias Barreto, apareceu uma imagem de Nossa Senhora”.
Ali os camponeses edificaram uma capela, em redor da qual construíram “casa de moradas”. A aldeia surgiu e foi batizada com o nome de “PARAÍSO”.
Não demorou muito tempo, os moradores da povoação foram surpreendidos com o desaparecimento da imagem, que a encontraram dias depois dentro de um matagal próximo a povoação e conduziram de volta a capela, e dentro de pouco tempo ela desapareceu pela segunda vez e mais tarde encontrada no mesmo local dentro da referida mata, daí resolveram desmatar o local onde foi encontrada por duas vezes e edificaram uma capelinha (atualmente encontra-se a Igreja Nossa Senhora Imperatriz dos Campos). Transferido de “Paraíso” para um novo povoado que se denominam de “Capela de Nossa Senhora do Rio Traripe”, por situa-se às margens desse rio (atualmente Rio Real), e tempos depois, o lugarejo passou a chamar-se de Passagem da Igreja de Nossa Senhora do Sertão dos Campos do Rio Real de Cima continuou anônima, alcunhada de povoação ou “Vila dos Campos do Rio Real”.
Sua Fundação se dá entre 1599 e 1622. Seu primeiro habitante, Belchior Dias Moréia, era um dos capitães de Cristóvão de Barros. Logo após a conquista da capitania de Sergipe d`el Rey, chegou até aquela região, no ano de 1599, e faleceu em sua fazenda ao pé da Serra do Canine, em 1622.
As terras de Campos, durante muitos anos, pertenceram ao morgado de Belchior Dias Moréia, Iam dos limites de Lagarto, nos Campos do crioulo, Samba Velha, Macota, Samba Nova e Campos Gerais, até o rio Itapicuru na Capitania da Bahia.
A 20 de outubro de 1718, foi criado pelo Arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro de Vide a Freguesia de Nossa Senhora do Sertão dos Campos do Rio Real de Cima, no termo de Lagarto, desaparecendo nesta ocasião, o topônimo PASSAGEM DA IGREJA.
O Povoado de Campos, 17 de janeiro de 1835, foi levado à categoria de Vila surgindo, em conseqüência, alguns desentendimentos com os de Vila de Itabaianinha por questões de limites, chegando eles a tentar impedir a criação da Vila de Campos.
A sede municipal obteve foros de cidade pela lei nº 550, de 23 de outubro de 1909, sendo que, nas divisões administrativas do Brasil, em 1911 e 1923, o município ficou constituído de um só distrito – o de Campos.
Nas divisões territoriais de 31-12-1936 e de 31-12-1937, assim no quadro ao decreto-Lei nº. 69, de 28 de março de 1938, o município passou a ser composto de três distritos: Campos, Igreja Nova (hoje samambaia) e Poço Verde.
O município e o Distrito de Campos, pelo Decreto-Lei Estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943, para vigorar no qüinqüênio 1944-1948, passaram a designar-se Tobias Barreto.
Em 1953, pela Lei Estadual nº. 525-A, de 25 de novembro, perdeu o Município de Tobias Barreto um de seus distritos, o de Poço Verde, que pela mesma Lei, passou a Município independente ficando Tobias Barreto com dois Distritos que continuam até hoje: Tobias Barreto (Sede) e Samambaia (ex-Igreja Nova).
Nas divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, assim como no quadro anexo ao Decreto-Lei nº. 69, de 28 de março de 1938, o Município de Campos passou a ser termo jurídico da comarca de Itabaianinha.
Pelo Decreto-Lei Estadual nº. 377, de 31 de dezembro de 1943, o território e o município de campos, passaram a denominar-se Tobias Barreto, com apenas um termo o do mesmo nome.
A comarca de Tobias Barreto passou a constituir-se dos termos de Tobias Barreto e Riachão do Dantas pelo Decreto-Lei nº. 533, de 7 de dezembro de 1944, sendo cada um deles formado pelo Município de Designação analógica, ficando mantida tal posição através do Decreto-Lei Estadual nº. 651, de 6 de junho de 1945.
Em 1957, pela Lei nº. 823, de 24 de junho, perdeu Tobias Barreto o termo de Riachão do Dantas, que se tornou Comarca.
Essa é a nossa cidade de ontem e de hoje, com suas histórias intrigantes, com seus personagens ilustres, fazendo das suas vidas simplesmente lições de superação (como foi o caso do filho mais ilustre, Tobias Barreto de Menezes) para que possamos aprender com eles os grandes exemplos de coragem, força e amor por sua terra natal.

ELIAS FELIPE NETO
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